{"id":1283,"date":"2022-11-23T15:44:17","date_gmt":"2022-11-23T18:44:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sima.ag\/?p=1283"},"modified":"2023-01-03T11:10:20","modified_gmt":"2023-01-03T14:10:20","slug":"panorama-do-melhoramento-genetico-da-cana-de-acucar-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/2022\/panorama-do-melhoramento-genetico-da-cana-de-acucar-no-brasil\/","title":{"rendered":"Panorama do melhoramento gen\u00e9tico da cana-de-a\u00e7\u00facar no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Dos engenhos coloniais \u00e0s tecnol\u00f3gicas usinas atuais, a <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> sempre esteve presente na forma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro, moldando estruturas sociais e tendo grande relev\u00e2ncia econ\u00f4mica para o pa\u00eds. Com o passar das d\u00e9cadas, as formas de cultivos foram se transformando, al\u00e9m de novos conhecimentos que agregaram ao potencial da cultura, culminando no Brasil como atual maior produtor mundial de cana.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos de 1970 a produ\u00e7\u00e3o no Brasil se aproximava de <strong>80 milh\u00f5es<\/strong> de toneladas de cana, j\u00e1 nos anos 2000 este valor chegou a patamares de 256 milh\u00f5es de toneladas. Em 2021 a CONAB contabilizou mais de <strong>578 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, demonstrando o crescimento exponencial da produ\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, o qual teve como impulsionador chave o forte trabalho de melhoramento na cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos de melhoramento gen\u00e9tico t\u00eam como objetivo conduzir cruzamentos planejados, selecionando os cultivares com melhores desempenhos nas caracter\u00edsticas almejadas. Na sele\u00e7\u00e3o \u00e9 importante ter em mente alguns caracteres desejados, entre eles a resist\u00eancia a pragas e doen\u00e7as, alta produtividade, facilidade de colheita, etc. Contudo, para realizar os cruzamentos e testes de sele\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que haja o florescimento da planta para produ\u00e7\u00e3o de sementes. Devido ao fotoper\u00edodo, e a demanda de altas temperaturas e umidade, o florescimento da cana costuma ocorrer de maneira mais eficiente em cultivos localizados no Nordeste, deste modo, \u00e9 l\u00e1 que as principais esta\u00e7\u00f5es dos programas de melhoramento est\u00e3o sediadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois principais atores de melhoramento da cana s\u00e3o compostos pela&nbsp;Rede Interuniversit\u00e1ria de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa) e Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), ambos fortalecidos pela demanda do setor sucroenerg\u00e9tico. Al\u00e9m destes centros de pesquisa h\u00e1 diversos importantes \u00f3rg\u00e3os envolvidos no desenvolvimento, como a EMBRAPA e o IAC.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 a cont\u00ednua busca de variedades com melhor potencial para o setor energ\u00e9tico, visto que a cana tem sido a esp\u00e9cie mais utilizada no Brasil para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis. A demanda por novas fontes energ\u00e9ticas, baseada na press\u00e3o clim\u00e1tica, abre oportunidades para o setor canavieiro. Deste modo, tem se buscado cultivares com potencial para a produ\u00e7\u00e3o de etanol lignocelul\u00f3sico, tendo como necessidade maior produ\u00e7\u00e3o de biomassa pela planta. Assim dividem-se muitos estudos de melhoramento, alguns com enfoque espec\u00edfico em cana-energia, e outros \u00e0 cana do setor sucroenerg\u00e9tico, enfatizando o alto teor de a\u00e7\u00facar e melhoria quantidade de fibras para a alimenta\u00e7\u00e3o e subprodutos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, conduzir os experimentos para a sele\u00e7\u00e3o de uma nova variedade n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, levando em m\u00e9dia mais de 10 anos. Neste \u00e2mbito destaca-se a crescente integra\u00e7\u00e3o com novas biotecnologias, as quais tem atuado para acelerar este processo, atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas como as moleculares que facilitam a identifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de caracteres desejados. A dificuldade temporal para a obten\u00e7\u00e3o de novas variedades ainda se reflete como um risco biol\u00f3gico sobre o aparecimento de novas amea\u00e7as, especialmente devido \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com um mesmo cultivar. <\/p>\n\n\n\n<p>O Censo Varietal IAC de 2019 indicou que a variedade RB867515 foi a mais cultivada no ano, estando presente em um quinto das propriedades de cana, al\u00e9m disso, esta ocupou o primeiro lugar no ranking da mais cultivadas em todos os 13 anos anteriores \u00e0 pesquisa. Neste sentido, o produtor de cana deve atentar-se ainda mais ao monitoramento de seu cultivo, buscando escolher bons cultivares, e adotando pr\u00e1ticas que diminuam a press\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o de novas pragas e doen\u00e7as em sua cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>O SIMA \u00e9 uma importante ferramenta para gerenciar os cultivos, e pode ainda ser um aliado no planejamento, coleta e gest\u00e3o de dados coletados em campos produtivos e experimentais, permitindo uma melhor visualiza\u00e7\u00e3o do desempenho dos cultivares em campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber mais acesse:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sima.ag\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.sima.ag<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos engenhos coloniais \u00e0s tecnol\u00f3gicas usinas atuais, a cana-de-a\u00e7\u00facar sempre esteve presente na forma\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro, moldando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1283","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sin-categorizar"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Cosechadora.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1283"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1283"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1285,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1283\/revisions\/1285"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}