{"id":1619,"date":"2023-03-15T13:42:09","date_gmt":"2023-03-15T16:42:09","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.sima.ag\/?p=1619"},"modified":"2023-11-07T11:55:07","modified_gmt":"2023-11-07T14:55:07","slug":"resistencia-de-plantas-daninhas-a-herbicidas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/2023\/resistencia-de-plantas-daninhas-a-herbicidas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Resist\u00eancia de plantas daninhas a herbicidas no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o verde, em meados de 1960, houve a ado\u00e7\u00e3o em escala da utiliza\u00e7\u00e3o de defensivos agr\u00edcolas para o aumento da produtividade, e como consequ\u00eancia o aparecimento de plantas daninhas resistentes a estes compostos qu\u00edmicos. No Brasil, o primeiro caso concreto de toler\u00e2ncia registrado ocorreu na d\u00e9cada de 80, em que as aplica\u00e7\u00f5es inadequadas e repetidas de metribuzin na soja selecionaram popula\u00e7\u00f5es de leiteiro&nbsp; tolerantes. Atualmente, h\u00e1 mais de 50 casos reportados de daninhas com resist\u00eancia no pa\u00eds, sendo as esp\u00e9cies mais problem\u00e1ticas os carurus (<em>Amaranthus hybridus e A. palmeri<\/em>) e a buva (<em>Conyza spp.<\/em>), apresentando toler\u00e2ncia a variados herbicidas, dificultando ainda mais o controle.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um levantamento da Embrapa, as plantas daninhas ocasionam perdas m\u00e9dias anuais de 15% na produ\u00e7\u00e3o mundial de gr\u00e3os. Estas perdas podem chegar at\u00e9 90% sem um controle adequado na lavoura. O n\u00e3o controle das esp\u00e9cies indesejadas resulta num aumento exponencial do banco de sementes no solo destas plantas, dificultando posteriormente o seu controle. Para o agricultor, os preju\u00edzos da presen\u00e7a de plantas daninhas j\u00e1 s\u00e3o bem conhecidos, assim como a import\u00e2ncia da ado\u00e7\u00e3o de manejos integrados, destacando a necessidade da boa utiliza\u00e7\u00e3o dos qu\u00edmicos como ferramenta na preven\u00e7\u00e3o \u00e0 resist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia de uma planta a herbicidas \u00e9 uma capacidade adquirida de insensibilidade para sobreviver \u00e0 dose indicada na bula do produto, que em condi\u00e7\u00f5es normais controlaria as demais plantas da mesma esp\u00e9cie. Uma planta \u00e9 sens\u00edvel a um herbicida, quando seu crescimento e desenvolvimento s\u00e3o alterados pela aplica\u00e7\u00e3o do produto, resultando na morte da planta. J\u00e1 a tolerante por mais que possa inicialmente ter seu desenvolvimento suprimido, sobrevive, sendo capaz de se reproduzir ap\u00f3s o tratamento com herbicida, liberando sementes que aumentar\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o resistente na \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"872\" src=\"https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-1024x872.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1620\" srcset=\"https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-1024x872.png 1024w, https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-300x256.png 300w, https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-768x654.png 768w, https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-1536x1309.png 1536w, https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-450x383.png 450w, https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia-704x600.png 704w, https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/8.-Figura-1_Casos-resistencia.png 2000w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><strong>Figura 1. N\u00famero de esp\u00e9cies resistentes reportadas globalmente&nbsp; por mecanismo de a\u00e7\u00e3o ao longo dos anos.&nbsp;<\/strong><br>Fonte: Heap, I. A Pesquisa Internacional de Ervas Daninhas Resistentes a Herbicidas. Ter\u00e7a-feira, 14 de mar\u00e7o de 2023 . Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.weedscience.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.weedscience.org<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao utilizar repetidamente herbicidas com o mesmo mecanismo de a\u00e7\u00e3o, cria-se um ambiente favor\u00e1vel ao surgimento e dispers\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es resistentes a este mesmo composto. Deste modo, \u00e9 importante entender os grupos de herbicida, para que se possa realizar um planejamento e evitar a repeti\u00e7\u00e3o seguida destes s\u00edtios de a\u00e7\u00e3o. Um dos cuidados essenciais que deve-se ter ao adquirir um produto comercial, \u00e9 que comumente as formula\u00e7\u00f5es possuem misturas de ingredientes ativos, e inconscientemente o produtor pode estar aplicando diferentes produtos comerciais mas com o mesmo s\u00edtio de a\u00e7\u00e3o nas plantas, favorecendo a resist\u00eancia. Em avalia\u00e7\u00f5es realizadas pela organiza\u00e7\u00e3o WeedScience, foi reportado que os herbicidas inibidores da ALS (ex: trifloxissulfurom-s\u00f3dico, imazetapir, clorimuron-et\u00edlico) e da EPSPs (ex: glifosato), s\u00e3o os que mais apresentam casos de toler\u00e2ncia e resist\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo ou s\u00edtio de a\u00e7\u00e3o de um herbicida corresponde ao local prim\u00e1rio onde ele atua na fisiologia da planta, ao realizar aplica\u00e7\u00f5es rotacionando estes mecanismos se diminui a press\u00e3o de sele\u00e7\u00e3o para plantas resistentes. Deste modo, \u00e9 essencial conhecer o espectro de a\u00e7\u00e3o de cada produto comercial, entendendo como cada grupo age para possibilitar a escolha da mol\u00e9cula mais adequada. Al\u00e9m disso, estrat\u00e9gias para evitar a resist\u00eancia contemplam a aplica\u00e7\u00e3o de doses respeitando o indicado na bula, assim como a rota\u00e7\u00e3o de culturas e plantio direto para suprimir o crescimento de daninhas. O arranquio e elimina\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos remanescentes ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 recomendado, buscando evitar a produ\u00e7\u00e3o de sementes e dissemina\u00e7\u00e3o destas plantas na \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aliado a estas estrat\u00e9gias, \u00e9 fundamental manter o monitoramento constante da lavoura, para que se identifique e contabilize as esp\u00e9cies infestantes, permitindo melhor manejo e avalia\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia dos m\u00e9todos adotados. A SIMA \u00e9 uma ferramenta digital que auxilia o produtor nesta miss\u00e3o, trazendo facilidade \u00e0 sua rotina, al\u00e9m de proporcionar uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica que torne suas decis\u00f5es mais assertivas. Para mais informa\u00e7\u00f5es acesse: <a href=\"https:\/\/sima.ag\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SIMA &#8211; Sistema Integrado de Monitoramento Agr\u00edcola<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o verde, em meados de 1960, houve a ado\u00e7\u00e3o em escala da utiliza\u00e7\u00e3o de defensivos agr\u00edcolas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":930,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"spay_email":"","footnotes":""},"categories":[146],"tags":[],"class_list":["post-1619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blog.sima.ag\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/meredith-petrick-83RJnK0UbW4-unsplash-scaled.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1619"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1619"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1619\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1678,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1619\/revisions\/1678"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/930"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.sima.ag\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}